Ou Até que enfim consegui ter aula com esse monstro
Quando sai do Rio a recomendação expressa do Alarcão foi: Faça o curso de aquarela com o Cárcamo (clica nos links, vale muito a pena, só não esquece de voltar pra cá, tá bom?).
Pois bem, eu sou uma aluna muitíssimo aplicada e já estava preparada pra me inscrever assim que tivesse notícias de um novo workshop com o mestre das tintas aguadas, mas… a primeira notícia que tive do professor foi que estava se mudando pra Ilhabela. Hunf. Justo quando eu vim pra São Paulo, Cárcamo resolve viver bem?
Desde então se passaram quase dois anos. Eu andei flertando com outras técnicas, peguei medinho de aquarela e andava meio esquecida de como a barriguinha de água se comportava. Mas semana passada soube que Cárcamo viria pra um workshop de seis horas em São Paulo. Me inscrevi num piscar de olhos e passei felizona o sábado guiando manchas de tinta.

Primerio assim, como quem treina solfejo em música, experimentando subir e descer o tom (essa metáfora tanto Renato quando Gonzalo usam, não sei se é coincidência, mas é pertinente). Repare no pé da segunda coluna vermelha, uma gota de água malvada manchou meu tom puro.

Depois assim, mudando de cor pra cor, como quem experimenta acordes.

E então, esta aquarela veio pra coroar o que se fez durante a aula. Parece que eu ainda sei desenhar, vejam só. Vou parar de ter medinho de aquarela, isso não leva a lugar algum.